domingo, 21 de dezembro de 2008

Enchete na porta de casa.

Cá estava eu curtindo meu primeiro dia de férias em Taubaté. Depois de uma semana parada, de preparação para mudança e acertos de trabalhos, sexta-feira de noite cheguei em Taubaté.
A semana já estava zicada e para piorar um pouco minha situação, esqueço uma chave do lado de dentro da porta da RodôPiô. Ao voltar para pegar umas coisas que eu havia esquecido noto: fiquei trancado do lado de fora da rep. A fechadura estava com problema e se duas chaves estiverem nela, ela não abre. Absurdo! Já deveríamos ter arrumado isso mas acabei sendo eu o sortudo que fez isso. E para piorar, quando não tinha ninguém dentro da RodôPiô para tirar a chave! Chamamos o chaveiro no sábado de manhã. Preço: R45,00 pelo serviço!
O problema foi resolvido e eu pude descansar em paz. Estava com medo de quando os moleques chegarem, domingo de noite, não conseguirem entrar.
Ai beleza, combino de ir num barzinho em Pinda com a minha prima para revermos uns amigos. Enquanto eu me arrumava, lá pelas 16h30, começou a cair um baita temporal. Terminei de me arrumar e entrei na net para ver e-mails quando dá 17h meu irmão me chama: "Vem ajudar a gente a tirar as coisas da sala que a água está subindo." Fui ver e a água estava quase chegando dentro da sala da minha casa. Essa foto a direita foi tirada da garagem. A água chegou a cobrir mais da metade das rodas do nosso Celta. A casa é levantada em relação a rua de uns 40 cm.
Vendo aquilo eu fiquei besta, sem acreditar que aquilo estava acontecendo em minha casa. Já vi várias vezes quando pessoas na TV tiveram suas casas invadidas pela chuva. É aquele negócio, não sabemos da gravidade realmente até aquilo nos atingir. E foi por pouco que a água não adentrou minha casa. Eu, meu irmão e meu pai corremos para tirar os móveis da sala. Levantamos o hack da TV com alguns caixotes de madeira, o sofá foi parar em cima da mesa da cozinha, minha cama, que é a parte de cima do beliche, abrigou computadores, eletrodomésticos, cobertores. Foi um caos.
No meio dessa confusão meu pai lembrou das caixas de esgoto e as abriu. Juntamente com a diminuição da chuva e a vazão da água pelo esgoto, o nível da água não ultrapassou as portas da minha casa. Vi pela cozinha a água quase chegar dentro de casa. Não via mais o piso do meu quintal, 15 cm mais baixo que a casa. Fiquei cercado de água!
Alguns dos meus vizinhos perderam móveis, colchões, eletrodomésticos. As casas ficaram todas sujas de esgoto e um cheiro horroroso. A chuva deu uma trégua lá pelas 18h20. Com a descida do nível da água, fomos olhando os estragos. Pelas ruas do bairro vimos os estragos. Ruas tiveram seu asfalto desfeito. Muitos buracos abertos. Na minha casa, somente o susto e a sujeira. Fomos terminar de limpar e arrumar as coisas depois das 21h30.
Esses foram os meus primeiros dias de férias. Tenso, não? Hoje eu agradeço por todas as bênçãos que me são dadas e por estar vivo, a salvo e ter minha família ao meu lado.

Um comentário:

Júlio disse...

Fala Ruizera!!
que zica hein mano?!
Isso me faz perguntar como que deve estar em Itajubá....
depois vc foi pra Pinda?! rs
Abraço!